TPM

Pandora

Fechei 2010 fazendo uma boa ação com meu namorado: resgatamos uma cachorrinha da rua.

A história foi a seguinte: uma noite de novembro, na Av. Atlântica, um carro parou em frente aos quiosques, jogou ela pra fora e foi embora.

Um conhecido meu, que passava na hora, segurou ela e começou a ligar para todas as pessoas que amam animais que ele podia lembrar, e assim a notícia chegou até mim.

Como o que ele me disse que era um filhote de Labrador de uns 9, 10 meses, acreditei que não seria nada difícil conseguir um dono pra ela depois, e resolvemos ficar com ela pelo menos por aquela noite.

Fomos até copacabana, pegamos a bichinha (que estava a coisa mais triste do mundo deitada no chão), e fomos direto ao veterinário 24 hrs.

O que a médica nos disse: não era filhote, e nem Labrador puro. É sim, uma vira-lata mestiça com Labrador, e por isso, não é grande como um, o que levou a acharem que ela seria um filhote. Tem cerca de 1 ano e meio, e, pelas tetinhas, já deu cria.

Fizemos exame de sangue, vacinamos, vermifugamos, “descarrapatamos” e “despulgamos”, demos banho e antibiótico receitado pela veternária.

É a coisa mais carinhosa, bricalhona e obediente do mundo. Só faz as necessidades na rua, não morde sofá, chinelo, não entra no quarto sem chamarmos, não enfia a cara no nosso prato. Em 3 dias já atendia pelo novo nome, Pandora.

É preta, linda, brilhante, e o único motivo pelo qual estamos procurando dono é a falta de tempo e condições para cuidar dela. Meu namorado se encantou e quis muito ficar, tanto que ela está até agora na casa dele. Mas, apesar de morar sozinho e não ter animais ainda, ele viaja muito por causa do doutorado e fica 5, 6 dias fora umas 2 x por mês. Hotel de bicho, para o tamanho dela, fica em torno de 60 reais a diária, o que seria uma despesa inviável no momento. E esse ano a rotina dele vai apertar muito, o que faria ela ficar o dia inteiro trancada sozinha.

Eu já tenho cachorro e gato, e também não posso me mudar pra casa dele toda vez que ele viajar pra ficar com ela. Além do que, eu também vou começar a viajar a trabalho em breve.

É com o coração doendo que estamos procurando indicações de donos carinhosos e com disponibilidade de tempo para ela. E que, quem sabe, nos deixasse até visitá-la futuramente. :)

Na verdade, se alguém pudesse só ficar com ela quando ele estivesse fora já seria de uma ajuda sem tamanho. Ração e outras possíveis despesas por nossa conta, claro.

Apesar de estarmos no aperto, não vamos sair doando sem antes avaliarmos. Ouvi histórias terríveis, como por exemplo pessoas que adotam para fazer sacrifícios religiosos.

Fico muito triste quando vejo pessoas interessadas em “adotar”, mas querem que seja filhote e de raça.  Acho que isso não é adoção, é querer economizar, certo?

Tudo que ela quer é carinho e um cantinho pra sossegar, onde possa fazer e receber companhia.

Seguem as fotos.

Podem entrar em contato pelos comentários mesmo.

Estatisticamente falando…

Hoje resolvi fuçar as estatísticas do meu blog. O WordPress é legal, porque já nos dá pronto o que em outros serviços de blog, teríamos que procurar em plugins externos.

Fiquei curiosa para saber o que as pessoas digitam em sistemas de busca pra chegar até aqui.

Descobri então, que o principal ímã de visitas é também o meu post preferido, a minha resenha sobre o ilustríssimo Wando, que gerou 182 acessos ao blog.

Confesso que fiquei um tanto quanto espantada com as outras coisas bem curiosas aparerecem na lista… e ri um bocado.

Segue a lista:

wando 182
mensagens subliminares 27
simplesmente amor 11
lilous
7
pensando nele 6
“lilous.wordpress” (Stalkers)
6
so mulheres (cuma?)
bucetas horrorosas (pô, meu namorado diz que é bonitinha.) 6
“wando” (gente, uma palavra só não precisa ser buscada entre aspas!) 6
delilous.com (STALKERSSSSSSSSSSSSSSSSS SAIAM) 6
mulher bem sucedida (obrigada!) 5
lilous wordpress (é sério, você quer ser meu amigo?) 5
simplesmente amor parte 1 5
lilous.wordpress (se você sabe o endereço, porque vai ao Google?) 5
delilous (tá bom, me passa seu msn) 3
sua notinha vale um notão (aaah esse é da minha época!) 3
pé frio 3
final de simplesmente amor 2
“çai da minha mente” (Tu é babaca pacaralho, hein?) 2
mensagem subliminar na musica fogo e pai (fogo e pai? é algo religioso ou é uma filha incendiária?) 2
nome do viciadas em derrotas 2
figura de mulher triste pensando 2
pes frio 2
quanto ta meu debito (conhece saldo?) 2
sua notinha vale um notao 2
bendita sois vos entre as mulheres (obrigada!) 2
pornografia 2
de onde surgiu a expressão pé frio 2
wando sos de amor 2
cd wando 2
ensaios do tempo 2
capa do cd do wando fogo e paixão 2
capa cds wando 2
amor do passado 2
mensagens subliminares musica fogo e pai 1
fogo e paixao 9 1
wando anos 80 1
bendita sois vós 1
mulher charando e gozando (mulher O QUÊ?) 1
palavras de fogo de uma paixâo 1
“ai que homem gostoso, mete tudo até o o 1
eu tenho vergonha só porque os meus labi 1
imagens subliminares 1
mete tudo até o ovo 1
capas do cd do wando 1
buceta do alem (resposta ao Falcão em “se eu morrer sem gozar do seu amor, minha alma lhe persegue de pau duro”)
1
mensagem subliminar wando 1
a maudição do mal (maudição? má audição? Centro auditivo TELEX, valeu?) 1
\”eu gosto das coisas boas e das pessoas 1
cd fogo e paixao – wando -baixar 1
wando 154
mensagens subliminares 21
simplesmente amor 11
lilous 7
pensando nele 6
“lilous.wordpress” 6
so mulheres 5
bucetas horrorosas 5
“wando” 4
delilous.com 4
mulher bem sucedida 3
lilous wordpress 3
simplesmente amor parte 1 3
lilous.wordpress 3
delilous 3
sua notinha vale um notão 3
pé frio 3
final de simplesmente amor 2
“çai da minha mente” 2
mensagem subliminar na musica fogo e pai 2
nome do viciadas em derrotas 2
figura de mulher triste pensando 2
pes frio 2
quanto ta meu debito 2
sua notinha vale um notao 2
bendita sois vos entre as mulheres 2
pornografia 2
de onde surgiu a expressão pé frio 2
wando sos de amor 2
cd wando 2
ensaios do tempo 2
capa do cd do wando fogo e paixão 2
capa cds wando 2
amor do passado 2
mensagens subliminares musica fogo e pai 1
fogo e paixao 9 1
wando anos 80 1
bendita sois vós 1
mulher charando e gozando 1
palavras de fogo de uma paixâo 1
“ai que homem gostoso, mete tudo até o o 1
eu tenho vergonha só porque os meus labi 1
imagens subliminares 1
mete tudo até o ovo 1
capas do cd do wando 1
buceta do alem 1
mensagem subliminar wando 1
a maudição do mal 1
\”eu gosto das coisas boas e das pessoas 1
cd fogo e paixao – wando -baixar 1

EU SI DIVIRTO!

Cadê Lilous?

Saiu da lamentação e foi pra ação.

Arregaçou as mangas, resolveu pendências de anos a fio, tá levando a vida dividindo o tempo (olha, ele é maior do que pensava!) entre trabalho, reta final do MBA, academia, família, namorado, amigos, gato, cachorro, Fluminense e…quem mais? Ah, e ela mesma.

Não reclama mais de não conseguir mais dormir as sagradas 8 horas por noite, de não conseguir tomar café da manhã todos os dias, jantar um pote de Pringle’s genérica de vez em quando e de ter exterminado a praia da sua rotina. O trânsito? Ah, voltou a ser motivo pra ler mais. Sem essa de “não tô com cabeça pra livro”.

A falta do avô ainda a derruba semanalmente, mas saber que ele se libertou de um corpo que impedia a alma de exercer toda sua plenitude, conforta.

.

.

.

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.

Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.

Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

A.P.

Armandinho.

Almoçando com namorado, e no restaurante começa a tocar “Presente de Deus”.

Ficamos em silêncio por lguns segundos, até que meu amado se pronuncia:

-Essa música é escrota…

Não que eu já não soubesse disso, mas quis entender o que exatamente o incomodava, e perguntei:

-Por que?

-Porque se Deus tava namorando quando desenhou ela…ele fez ela pensando em outra. E ela é um mero clone. Ou então, a outra era uma baranga e Deus quis se distrair fazendo ela, logo, ficava com a baranga pensando em como queria que a baranga não fosse uma baranga. Ou seja, a razão dela existir é uma baranga.

-E Deus é adúltero. Em pensamento pelo menos.

-Justamente.

Passa no débito?

E em um momento de inércia, Deus criou as coisas inúteis.  Entre as 10 mais, certamente estavam os papeizinhos comprovantes de pagamento do cartão de débito.

Cresci com aqueles conselhos de mãe e avó desconfiadas: “PEÇA SEMPRE A NOTA!”
Quando eu era criança, lembro de uma campanha na TV com musiquinha feliz incentivando os consumidores a pedir a nota fiscal – “SUA NOTINHA VALE UM NOTÃO”. E como brasileiro tem a eterna síndrome da vítima sacaneada, acaba tendo a mania de acumular qualquer prova de que comprou aquela coisa naquele lugar.

Só que essa merda não é nota, não serve pra porra nenhuma, ao contrário do que o nome ‘comprovante’ diz não comprova xongas, o que tá escrito nela apaga com o tempo, além de ter o incrível poder de sumir de qualquer lugar que você a deposite. Ou seja: um mero lembrete temporário que você agora tem menos dinheiro na sua conta que há 30 segundos atrás.

É, porém, um ótimo passatempo para sala de espera de consultório médico.

-O doutor tá atrasado, dona recepcionista?
-Um pouquinho só.
-Quantos na minha frente?
-Doze.
-Ah, tranquilo. Tenho pelo menos três horas de passatempo limpando minha carteira.

Já houve vezes em que eu quis dar uma de mulher responsável, ciente e com pleno domínio de todos os meus gastos, e tentei analisar tais comprovantes. Ver o que realmente foi importante, o que foi futilidade, etc. Mas como o nome do estabelecimento nunca tem porra nenhuma a ver com a lojinha feliz do shopping – tipo, o Mc Donlds é na verdade Dorotéia Quitutes – eu continuo na mesma.

Mas o alívio de ver a carteira magra ao final do processo é sempre gratificante.

Daí uma vez, vi um cara que trabalhou comigo adotar uma tática muito interessante.  Quando íamos almoçar, e a mocinha ia imprimir o comprovante do ticket – que é a mesma merda do débito -, ele dizia “não precisa tirar o meu não, tá?”. Adorei a idéia.

Só que alguns seres humanos simplesmente não pensam. Eu sei, dói aceitar isso, mas é verdade.

Percebi que freqüentemente quando eu digo “olha, não precisa me dar o comprovante não, tá?”, as criaturas dizem “Ah, tá”, imprimem do mesmo jeito…e jogam fora.

Os fabricantes de bobina agradecem.

A maldição do pé-frio.

Só quem é pé-frio sabe o pavor constante que se carrega. E digo mais: pé-frio é um vírus, e não existem meias ou bacias de água quente no mundo suficientes para sanar este mal.

Tudo corria bem na minha vida de torcedora. Quase todas as competições que eu assistia me faziam feliz. Mesmo com somente 6 anos de idade, lembro perfeitamente do ouro olímpico de Aurélio Miguel. E o vôlei masculino em 92, Barcelona? Nossa, dei minha alma naquele jogo. Copa de 94 então nem se fala. Lembro até hoje da tensão, do meu estômago travado na cobrança de falta do Branco na semifinal contra a Holanda e as lágrimas que brotaram quando a bola entrou, e as tantas outras que derramei com o Tetra conquistado.

Até que em 1995, tenho certeza, só pode ter sido ali, eu contraí o vírus do pé-frio.

Uma vez cheguei do colégio passando muito mal mesmo, fui internada às pressas, o médico disse não conseguia diagnosticar o que era, mas que se fosse dengue, eu já naquele estado, iria morrer. Mas não era Dengue: era o vírus do pé-frio.

Ele começa a se manifestar aos poucos, não mostra logo de cara a que veio.

Eu torço pelo Fluminense. Poucos meses depois da minha recuperação, foi a final do campeonato carioca, o inesquecível Fla X Flu, onde numa cagada ímpar, torto e sem jeito, Renato Gaúcho dá uma barrigada (literalmente), e é gol. O jogo foi tenso, o gol foi sem querer, e mal imaginava eu, toda a tristeza que começava a causar à população pó-de-arroz, e mais adiante, ao Brasil.

Em 97, Fluminense rebaixado. Em 98, DE NOVO. Em 99, quando eu parei de ver os jogos por vergonha, ele foi campeão da terceirona, e (mesmo sem eu achar justo) voltou direto pra primeira.

A Copa de 98 eu assisti, e perdemos. Até os jogos do Intercolegial que eu fui lá torcer deram merda; vôlei, basquete, handball, perdemos tudo. A copa de 2002, agradeçam à Fifa por ter sido no Japão & Coréia, porque assim eu não aguentava acordar pra ver. Na final, já começando a entender que a culpa de derrotas anteriores era minha, fiquei mais olhando pra rua do que pro jogo, e vencemos.

Em 2003, comecei a ir direto no Maracanã com a minha prima ver os jogos do Flu. Só perdia. Quando presenciava um empate, meu coração se enchia de alegria. E incrivelmente, todas as partidas que eu não assistia, o Fluzão ganhava.

Em 2004, durante o carnaval, houve um Fla-Flu. Eu e minha galerinha íamos assistir juntos. Meu amigo – também tricolor – se atrasou, passou lá em casa pra me buscar com o jogo já iniciado. Fomos ouvindo no rádio pelo caminho, jogo tenso, zero a zero. Chegamos, entrei fazendo festa, olhei pra tela, pulando e gritando FLUZÃO EÔ – gol do Flamengo. INSTANTANEAMENTE gol do Flamengo.

2005 chegamos à final do Carioca de novo. Eu ia ao Maracanã, queria provar pra mim mesma que eu era mais forte que o vírus do pé-frio. Eu ia mesmo, estava decidida. Na última hora não fui, torci do bar.  O vírus me deu uma recompensa por não tentar ser mais forte que ele, e vencemos, não sem sofrimento, no último minuto da prorrogação, o Volta Redonda.

Aí eu entendi o seguinte: eu sempre tenho que me contentar com menos: Se o jogo é no Rio, eu não posso ir ao Maracanã; se é fora do estado nem pela televisão posso acompanhar. E outra: se tá ganhando, eu chego, empata ou perde. Se tá empatado, com minha aproximação é derrota certa.

Vocês não sabem como é terrível ter que recusar convites pra bares, estádios, casa dos amigos, em prol do bem de milhares de pessoas

Copa de 2006, me enfeitei toda de verde e amarelo em todos os jogos, e deu no que deu.

E agora é o momento onde revelo o meu maior crime: ter ido à final da Libertadores. Peço perdão à TODA massa tricolor, e tenho plena noção do sofrimento que causei à milhões de torcedores. Juro nunca mais tentar ir contra o mal que me domina. Eu não tinha ido a NENHUM jogo da Libertadores, nenhum. Só assistia de casa, do bar e mesmo assim sem dar atenção integral. A vitória contra o Boca acho que foi um momento de alta imunidade do meu organismo, onde o vírus ficou  meio caído. E na final, minha tia me dá um ingresso de presente. PRA QUÊ, meu Deus, PRÁ QUE?

Nas Olimpíadas, no dia da competição do Ciello, estava prestes a ligar a televisão, mas pensei que aquele menino tão bonitinho não merecia isso. Me tranquei no quarto e acompanhei pelos gritos dos vizinhos. E ele venceu.

Meninas do futebol, me perdoem, eu também as assisti. Acho que sou viciada em derrotas, existirá tratamento pra isso? Vôlei feminino, idem. Masculino não consegui acompanhar. Ainda bem.

Ah, Rubinho, Massa, desculpa também. Senna morreu antes que eu contraísse o vírus, então tá tranqüilo. Guga, mal aê. Edinanci, gata, seu bronze é puro mérito meu. Daiane, Diego Hypolito: mil perdões.

E agora começo a me questionar se esse mal que carrego não avançou do setor de esportes e invadiu agora a política. Ah, meu Deus! Só pode ser isso… Eu devia ter votado no Paes.

CADÊ?

Por que que a roupa que eu imagino colocar quando tô no banho nunca tá no armário na hora de concretizar meus planos? Ontem à noite ela tava lá, eu juro.

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