É, Ana Carolina, você perdeu. Quem comeu a Madonna foi Jesus.
E ainda há quem diga que ela está apaixonada.
Apaixonada meu rabo.
Essa foi a coisa mais inteligente que ela podia ter feito! Quando o assunto do momento era a separação do Guy Ritchie, Madonna cata Jesus. Pegação sacro-incestuosa, que desvia todo o foco paparazzi, e assim ela pôde deixar os barracos do divórcio correndo por debaixo dos panos na tranqüilidade, enquanto todos se preocupam em caçar vorazmente informações sobre a vida do ninfeto – e que ninfeto! – que ela elegeu pra ser o passatempo de sua viagem, tal qual paçoca vendida dentro de ônibus.
Ela poderia escolher qualquer um. Quem se recusaria a pegar a maior diva de todos os tempos? Mas escolheu Jesus. Muito tutano e puro marketing. Merece mesmo é muito aplauso.
Aliás, pra mim, o que difere a Madonna de todas essas outras que tentaram ser, é a inteligência, além de ser muito safa. Ela nunca perdeu o controle da própria vida. É uma “feminista pós-feminismo”. Exalta todas as maravilhas e poderes que uma mulher carrega e não tá nem um pouco preocupada em competir com homem nenhum.
Em tempo: eu fui ao show. A mulé é realmente foda, e a gente tem mais é que tirar o chapéu. Que força, que presença, que realeza e molecagem ao mesmo tempo. Alto astral, todo mundo feliz, produção fodíssima. “Like a Prayer” foi uma experiência única, e juro, sem a chuva não teria sido tão bonita. Lagriminhas que nem eu entendi porque surgiram, correram minhas bochechas abaixo nesse momento.
Alma, roupas, tênis e corpo inteiro lavados.
Cuida do bebezão, lôra! Li que você já sequëstrou ele pro Reveillon em Londres, né? Tá certa. Certíssima. Não esquece de passar talquinho nem de cantar pra ele dormir.
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