tudo que há pra viver

-Livia, você tá VIVENDO?

E foi com essa perguntinha simples que a minha terapeuta me nocauteou. Apesar de não estar com nenhum grande problema, e tudo ao redor estar calmo e dando certo… tinha uma merda de um peso, uma lágrima encubada, uma fuga de sei lá o que, que me fazia sorrir menos. E eu não via. Tipo quando alguém desliga alguma coisa, e aí você percebe que tinha barulho, e como o silêncio é bom. O barulho não era tão alto ou irritante a ponto de não te deixar dormir. Mas perturba devagarzinho, na encolha e constantemente.

Escolhi desligar.

Pra começar, depois de passar uns 2 anos só fazendo especializações profissionais, me dei uma folga. Agora eu acordo mais cedo, corro na praia todo dia, mergulho, pego 15 minutos de sol e venho trabalhar. Agora, enfim, estou aprendendo meu tão sonhado violão. Voltei a escrever, a perceber as poesias ocultas nas cores e sombras dessa vida. Agora digo mais “não” e digo mais “sim” também.

E todas as coisas boas que já estavam acontecendo pra mim têm agora muito mais tempero. E eu, muito mais fome.

Essa aí sou eu, ontem, clicada de longe pela Dani =)

Depois do biscoito waffle

Eu ia postar aqui.
Sobre como anda a vida (a minha pelo menos), e que mais difícil ainda que enxergar, assumir e analisar todos os erros que cometi, foi me perdoar.

Aí minha mãe entrou falando a fala guardada do dia inteiro e atarefado dela. A Tina vomitou no chão da sala. Fui limpar e vi que também tinha no tapete. Limpei e o tanque entupiu com o resto de ração vomitada que tinha no pano. Meu gato gordo miou pedindo pra engordar mais.

Então tudo que eu ia falar perdeu sentido e o que eu passei a querer falar ainda tá longe.

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