Final feliz para Pandora!

Hey, pípôu!

Venho aqui compartilhar o final feliz e raro de acontecer para cães adultos e vira-latas que são abandonados.

Mês passado eu contei a história da Pandora, cachorrinha que eu e meu namorado resgatamos da rua.

Pois bem, o melhor aconteceu e ela arrumou o melhor dono que poderíamos imaginar!

Um amigo do Marcelo, super gente boa e bom coração, que mora numa casa com um quintal enoooooorme começou a sentir falta de uma companhia / guardião da casa depois que os pais se mudaram e ele ficou sozinho. Ao saber disso, meu namorado falou da Pandora na mesma hora. Mostrou foto, mostrou vídeo e foi paixão à primeira vista.  Não sem saudade e lágrimas discretas, levou-se ela até a casa do novo dono, e ela saiu entrando toda íntima do ambiente. Agora ela corre, se exercita, tem árvores, grama, espaço e passarinhos pra correr atrás. Não precisa mais ficar apertadinha esperando para ser levada na rua, e continua sendo muito bem tratada e amada.

Melhor pra ela, e pra nós, que poderemos visitá-la sempre, e teremos notícias a hora que quisermos!

Ao que se sabe, ela é a nova rainha da casa e bota carteiro antipático pra correr.

Obrigada, meu Deus!

Dever cumprido.

=)

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Sobre lixo e afetos.

“Mas é você que ama o passado e não vê que o novo sempre vem…”

01:36 da manhã e eu acabei de acabar o que será provavelmente a última faxina/sessão do desapego antes da mudança.

Em teoria eu não precisava ter jogado nada fora. Meu quarto novo tem praticamente o dobro da metragem, e o futuro armário duas portas e umas 20 gavetas a mais.

Me desfiz de todos os objetos e roupas que sempre resistiram a todos os “desentulhamentos” periódicos ao longo dos anos.

A blusa de 1997 do Hard Rock de Atlanta, os vestidos que usei só uma vez, os presentes que não usei, as coisas deixadas por amigos que mesmo já tendo voltado aqui em casa, nunca lembraram de pegar de volta. Se ninguém lembra ou sente falta… o que eu estava esperando? Lixo, doação.

Mas o mais engraçado foram as roupas que eu sempre guardei porque quando eu voltasse a pesar a mesma coisa que em 1928, ficariam novamente lindas em mim. E aí que eu voltei a pesar a mesma coisa que em 1928. E todas as roupas voltaram a entrar. E todas ficaram uma merda. Porque não sou mais, porque não são mais. Porque passou.

Se existe uma característica que sempre foi muito forte em mim, era uma constante nostalgia. Por N questões, tive uma certa resistência e dificuldade na passagem pra vida adulta. Muitas porradas, sessões de terapia e também surpresas positivas depois… acho que aprendi a virar as páginas com muito menos dor e lerdeza que antes.

Daí lembrei que recentemente, conversando com amiga X, que anda com uma vida amorosa meio conturbada, eu aconselhei:

-Sabe por que não aparece ninguém normal e simples como você quer? Você não encerra os ciclos. Fulano, Beltrano, Ciclano… até hoje te procuram, e você, apesar de não dar trela, não corta definitivamente. Como é que vai ter espaço pro novo?

E não é que isso até que cabe direitinho em relação ao meu quarto?

O que eu concluo é que entulhos são entulhos, sejam de que espécie for. Evidentemente, um ex afeto é mais importante que uma camisa mofada. Mas às vezes a coragem pra se livrar de ambos, é quase a mesma. Medo de que? Puxei tantas vezes o racional lá do fundo pra me responder isso…

Medo de que, se do jeito que tá, tá ruim?

E se o final feliz for hoje, o que eu faço com a amanhã?

Ainda não sei, não li esse capítulo. Os livros terminam quando a pessoa vai ser feliz pra sempre.

Como será o pra sempre dia após dia?

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Por ora, vou curtir meu quarto mais vazio.

Aaaaah, que delícia.

:)

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